Role os dados Especial: “RPG Online VS RPG de Mesa”

RPG Online VS RPG de Mesa

Amigos da Redação Gamer, hoje trago uma matéria especial sobre RPG Online VS RPG de Mesa, essa pesquisa foi realizada seguindo fontes de estudos acadêmicos.

O RPG é uma categoria de jogos que surgiu na década de 70 e descende dos jogos de simulação de guerra. Distingue-se da maioria dos jogos por não haver condição de vitória, isto é, ao final de uma partida não existe jogador vencedor ou perdedor. A versão eletrônica do RPG surgiu quase na mesma época e possui mais visibilidade que sua versão original, chamada RPG “de mesa”.

Destaca-se por ser uma das categorias de jogos digitais (junto com a categoria Adventure) que mais enfocam o lado narrativo do jogo, valorizando elementos dramáticos para causar deslumbramento. Por outro lado também, o RPG digital é caracterizado como um jogo onde a personagem evolui com o tempo dando a entender que esse é o principal objetivo dos jogadores. Fica claro pela introdução do primeiro e um dos mais famosos RPGs publicados, Dungeons and Dragons [DnD 2003], que o objetivo de uma partida de RPG é: se divertir representando papéis.

O RPG não é somente um jogo em que se representa um papel, mas um jogo de representação de papéis (é central ao jogo a habilidade de representar uma personagem, de ser fiel ao seu caráter e de conduzi-la de forma verossímil e interessante no decorrer da partida).

Apesar dos jogadores não competirem entre si (nem mesmo entre os jogadores e narrador, que é o jogador que coloca os desafios para o grupo e conduz a história), todos sabem quando uma partida foi bem sucedida ou não. Os critérios variam de grupo para grupo, mas em geral uma partida é considerada bem sucedida quando:

  •  As personagens dos jogadores foram envolvidas em um conflito;
  •  O conflito estava balanceado com a capacidade da equipe (nem muito difícil, nem muito fácil);
  •  Nenhum dos jogadores fugiu ao caráter da personagem;
  •  Todos os eventos vivenciados pelas personagens (através da narração do narrador e da representação dos jogadores) pareceram verossímeis e necessários.

O conflito, em uma partida de RPG, pode variar desde vencer um combate a conquistar o coração da princesa. Daí tem que através do RPG muitas e muito variadas histórias podem ser contadas e os jogadores cooperam ativamente para que essas histórias sejam emocionantes não apenas enquanto vivenciam (jogo) como quando relembram e recontam (narrativa). Se analisarmos o jogo de RPG, poderemos entender o motivo de ser bem-sucedido na criação interativa da narrativa.

Em primeiro lugar o meio e as regras de interação são as mais favoráveis possíveis, pois que a interação se dá pela conversação, meio fecundo e rico de interação. Em segundo lugar os jogadores estão (nem sempre, mas em sua maioria) comungando do mesmo objetivo: se divertir através de uma narrativa cativante e desafiadora.

Por outro lado, o RPG digital tem forte apelo estético, já que os elementos narrativos são criados por artistas profissionais. Isso leva a uma vantagem: o deslumbramento é maior por parte do jogador do que se a estética fosse tratada por amadores (como o é, em geral, no RPG de mesa); e a uma

Desvantagem: a pouca interatividade devido ao alto custo para adaptar a arte para uma ampla variedade de intervenções que o jogador possa fazer. Isso faz com que muitos RPGs digitais tenham o aspecto de dois em um, ou seja, uma bela narrativa com um jogo associado, ou um bom jogo que vêm com uma narrativa junto, aprecie, mas não toque.

Isso já não acontece no RPG de mesa onde o jogador pode mexer remexer e até estragar a narrativa, acontece que a narrativa é o jogo. Se conseguirmos trazer essa capacidade do jogo de mesa para o digital, teremos alcançado o objetivo. Para isso precisamos responder duas perguntas:

  • O que o RPG de mesa tem que o RPG digital não tem?
  • A partir disso, quais os mecanismos os jogadores de RPG de mesa usam que poderiam ser trazidos para o RPG digital?
  • Quão caro é isso?

A primeira pergunta foi feita a partir de três pontos de vista: do mundo onde a narrativa se passa, do Personagem que o jogador representa e do ato em si de representação/narração que acontece durante a partida. Os resultados ainda parciais dessa análise estão resumidos nas Tabelas 1, 2 e 3.

Clique na imagem para ler melhor.

Espero que esse material de pesquisa tenha sido de agrado de todos, assim proporcionando melhor entendimento na relação dos jogos. Bom essa era a minha proposta de hoje, trazer um pouco de conhecimento técnico sobre o assunto para vocês amigos leitores da Redação Gamer.

Bom final de semana a todos e comentem, mandem suas criticas e opiniões!

Até a próxima.

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